sábado, 12 de novembro de 2011

Cento e setenta e cinco

Eu queria entender pq é tão difícil fazer o que me proponho a fazer...
Queria entender pq as coisas todas parecem tão confusas, pq as  perspectivas parecem  (QSE) inexistente, como um muro bem de frente a minha janelinha.
Às vezes...Na verdade diariamente,tenho lampejos q me mostram a realidade.
Me mostram como, no final das contas, é simples sair desta letargia em que me encontro presa.
Mas acho que a coisa não é tão simples pq a letargia não é o problema, é o sintoma.

O problema é essa falta de sentido em tudo, esse "Prá quê" que vem depois de tudo que me proponho a fazer.

No fim, nada tem um pq muito prático, então acabo fazendo as coisas extremamente importantes para a minha sobrevivência...
Ou seja, sobrevivo, apenas.

Os dias parecem curtos, e minha disposição mais ainda.
Vir trabalhar parece uma caminhada para a forca...
(E ninguém pode me culpar disso sem antes dar uma olhadinha no deserto que é esse lugar...Mas ainda assim, todasssssssssssssssssssss as vezes em que me comparei com 2010-em casa-me vejo 100% melhor...Não sou ingrata e burra ao ponto de reclamar de algo q quis TANTO...Mas que é puxado é!)
Voltar para casa sempre é mais animado, pq TODOS OS DIAS eu decido (longe de casa) que vou fazer tudo diferente...
Mas nunca é assim que acontece.
Mais que qquer coisa, aquela casa me entristece, emputece, me mata aos tiquinhos.
Daí um cigarro aqui, uma novelinha ali, uma besteira para comer...E foi o dia.
O sono já bateu, e ás vezes nem bate, já me leva embora sem cerimônias...
Daí acabou o dia e não fiz nada do que me propus a fazer...

Abro os olhos dia seguinte e vem aquela sensação de derrota...De falta de nexo...
Pq se passo o dia TODO no trabalho e não tenho prazer em meus momentos livres, que sentido tem essa porra de vida?

Daí levanto e sai correndo p fazer todas aquelas tarefas cotidianas que eu deveria ter feito na noite anterior...
Marmita, escolher roupa, passar roupa de trabalho,etcetcetc...

E venho p cá (El trampo), morta de Jesus.
Chego (esta hra é a pior), me instalo, me troco, faço maquiagem...E as tarefas que tenho q fazer de manhã aqui na recepção.
Daí não tenho MAIS NADA PARA FAZER o dia TODO...
A não ser que venham os clientes, claro, mas isso é bem raro.

Então ligo o computador, meu companheiro de todo dia...E começa a contagem regressiva para o fim do dia.
Nesta hra o desanimo já melhorou...Pq não estou mais vindo p o trabalho, estou caminhando para a hora de ir para casa!!!
:)
E começo a pensar..."Nossa, mas pq não fiz ___(favor preencher)___???Seria tão simples, tão rápido...Hje vou fazer diferente!!!Farei ______________ e mais _________________ e ________________________!!!"

E passa o dia...E chego em casa e tuuuudo errado outra vez.

A mesma coisa para o relacionamento com minha moça...
Tenho saudade, tenho vontade de estar junto dela, de fazer amor...
Mas em casa, sempre tem um clima estranho, sempre tem o cansaço, sempre tem uma briguinha ou outra, sempre tem os problemas de sempre, sempre tem "amanhã" para a gte ser o que deveríamos ser (um casal, não colegas de quarto)...
Mas aí não é só desleixo, preguiça...
Tem todos aqueles aspectos negativos entre nós ...A traição e a raiva que isso ainda causa nela, a culpa (e a raiva) que isso ainda causa em mim...As coisas que ouço quando brigamos por isso...e blábláblá
Tivemos uns 15 dias em que sinceramente...Achei que separação era só questão de dias.


Muito complicado isso tudo...Mas por mais que seja intenso, e por isso pareça ser fato antigo, tem só 4 meses que tuuuuudo isso aconteceu.

E sabe o que é pior? Tenho certeza, infelizmente, que somando mais 4 meses nessa história, estaremos no mesmo lugar...
E pensando assim, pq continuo insistindo? Sabendo que sempre teremos esse elefante branco entre nós?
Pq no fundo acho que mereço estar lá e ser aquilo tudo que ela acha que sou.
Ou que sou, sei lá.
Mas não é o que queria...

Quando ela descobriu tudo e eu consegui convencê-la a ficar em casa, eu tinha certeza de que ia fazer de tudo para mostrar para essa moça o que eu tinha dentro do peito...
Meu arrependimento, minha culpa, a raiva de mim, e especialmente meu amor por ela.

Mas não é o que venho fazendo.
Fui me deixando abater com as coisas que ouço...
Acho que no fundo esperava poder cuidar dela.
Mas tudo o que eu fiz trouxe uma Vanessa agressiva e distante.
E dessa moça eu não posso me aproximar para cuidar, na maior parte do tempo...

Mas a culpa não é dela.
Ela age como tem que agir...
É um direito dela!
Foi surpreendida da pior forma possível, tomou a cacetada do milênio na cabeça...
Como quero ditar o modo dela agir?

Por outro lado, sinto que isso dificulta as coisas, já que decidimos ficar juntas.


Enfins, bem confuso...
Tudo o que posso dizer é que qdo o ano virar, vou lembrar da virada do ano passado e das coisas que desejei para nós...
E isso tudo com certeza absoluta vai me deixar muito triste.
Pq se tem alguém que estragou 2011, esse alguém fui eu.





E junto com tudo isso tem esta sensação, esta agonia...
Esse desalento, essa falta de perspectiva...Falta de vontade de viver...


Tá confusa a vida, viu???
Nem tenho escrito nada, pq sei que para quem está vendo de fora (se é que alguém vê de fora), sou o próprio drama.
Mas aqui dentro a coisa é BEM confusa...
Nada é tão óbvio qto parece.
Aliás, o óbvio não existe...


Inúmeras...Tantas que até dói!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cento e setenta e quatro

¡Feliz Día de los Muertos!

(Que no fim das contas é muito mais divertido que esta pataquada de dia de finados... Ninguém respeita depois de vivo, depois de morto nêgo vira santo e recebe caravana na sepultura!)


Cento e setenta e três

                        Taí algo que eu gostaria de ouvir nesta vida, viu? Mas ...

Cento e setenta e dois



"Você nunca sabe o dia em que vai encontrar o amor da sua vida. Por isso, nenhum aviso, premonição ou intuição me preparou para aquela noite fria de maio. Como já faz tempo que isso aconteceu, posso falar agora, em detalhes, sobre o momento que antecede o encontro com o amor de sua vida. Sobre os segundos que separam sua existência até ali do resto dela. Trata-se, entendam, de um tempo muito peculiar, medido em frações de segundos. Trata-se de uma fenda temporal, mais exatamente. Mas, se você ficar atento, conseguirá, depois que tudo passar, lembrar de cada um dos detalhes, como eu faço agora.
Quando você se encontra com o amor da sua vida você está em um restaurante da cidade esperando, com amigos, por uma mesa. De dentro do salão lotado o amor da sua vida vem andando na sua direção, muito sofisticadamente, vestido em um elegante casaco de couro, botas de salto muito alto, o cabelo – escuro, longo e brilhante – solto. Você fica completamente imóvel, vendo o amor da sua vida vir na sua direção.
O restaurante não é grande, mas o amor da sua vida está do outro lado do salão lotado, ainda vindo na sua direção. As pessoas que estão no restaurante, estranhamente, não se movem mais. Nem falam. O único ser que se move naquele lugar é o amor da sua vida. O único som é o do salto do amor da sua vida batendo no piso frio do restaurante. Se você reparar bem, o amor da sua vida se movimenta em câmera lenta. Talvez para que você consiga melhor registrar todas aquelas cores, sons e sensações. Você, ao contrário do resto das pessoas, consegue se mover. Mas você não quer se mover. Você quer simplesmente assistir ao amor da sua vida vindo em sua direção, completamente alheio ao fenômeno físico que paralisou o mundo naquele instante.
O amor da sua vida finalmente cruza o salão e chega até você. Diz alguma coisa, mas você não consegue entender porque está completamente abduzida por aquele exagero de beleza. Você se esforça para sacar pelo menos uma frase e percebe com algum esforço que o amor da sua vida está dando oi. E você entende que já tinha visto o amor da sua vida antes, entende que o amor da sua vida é uma amiga de amigos seus. E que ele está dizendo coisas sobre como gosta de ler o que você escreve. Em pânico, você intui que tudo na sua vida está prestes a mudar definitivamente.
O amor da sua vida dá um beijo no seu rosto e se afasta, talvez achando que, dada sua catatonice, você seja uma pessoa intelectualmente desacelerada. O amor da sua vida retorna para o outro lado do restaurante. As pessoas voltam a falar e a se movimentar. Você agora está fora da fenda, mas para sempre alterada.
Você senta para jantar, mas, em estado de abdução, já não consegue prestar atenção em nada. Você pede uma massa, uma taça de vinho, ainda tentando entender o que está sentindo. Tudo fica ainda mais estranho quando, de saída, o amor da sua vida passa pela mesa que você está e dá adeus com as mãos. Você não quer que o amor da sua vida vá embora, mas não sabe o que fazer. Então percebe que o universo talvez esteja a fim de ajudar quando alguém que está na mesa diz conhecer o amor da sua vida e a convida para sentar. O amor da sua vida puxa uma cadeira e senta bem ao seu lado. E você passa o jantar tentando parecer minimamente inteligente para, assim, apagar aquela primeira impressão. Mas a tarefa é árdua porque você só consegue pensar em ir para casa com o amor da sua vida. E em deitar com ele na mesma cama, fazer amor, comprar o café da manhã, o almoço e o jantar. Só consegue pensar em convidar o amor da sua vida para morar com você. Em viajar com ele, em ir ao cinema com ele, em acordar ao lado dele todos os dias do ano. O amor da sua vida ainda está falando e você, mentalmente, começa a despi-lo. O amor da sua vida dá um gole no vinho que alguém colocou ali sem saber que, dentro da sua cabeça, ela já está sem roupa, deitada na sua cama, dizendo que a ama.
O jantar termina sem que você saiba que o amor da sua vida vai telefonar no dia seguinte. E que será apenas dali a duas noites que vocês dormirão juntas, fazendo, como em seus sonhos, amor a noite inteira. O jantar termina sem que você saiba que, dentro de alguns dias, estará morando com o amor da sua vida, com quem terá conseguido atingir o raríssimo ponto de ter, em doses intensamente iguais, sonhos e memórias. Sem que você se dê conta de que não demorará muito para apresentar o amor da sua vida para toda a família, nem que, juntas, começarão a frequentar a casa de sua mãe – que até pouco tempo não engolia sua orientação sexual – semanalmente para jantar. E que o amor da sua vida vai comer o macarrão alho e óleo da sua mãe, e repetir, dizendo que aquele é o melhor macarrão que já comeu na vida. E que sua mãe, depois de tomar algumas taças de vinho, vai ter um acesso de riso na mesa e, com ele, provocar um acesso de riso no amor da sua vida.
O jantar termina sem que você entenda que foi em uma noite fria de maio que o amor da sua vida entrou em você, vestida em um casaco de couro e botas de salto, para nunca mais sair."

Milly Lacombe

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cento e setenta e um

Ah...Antes tarde que nunca...

FELIZ DIA DAS BRUXAS!!!!!!!!!!!




Cento e setenta

As pessoas até se preocupam com a vida do próximo, mas não como deveriam...Tem que ver isso aí...Inversão de valores.

Cento e sessenta e nove

Meu amor...
Não tivemos a chance de viajar sem uma "chave de ouro" (de latão, no caso)...Uma briga daquelas que só consigo superar com a esperança de que seja a última.
Ultimamente anda mais difícil...
Sei que tem seus motivos, mas ainda assim fico muito, muito triste de escutar coisas assim...
Mas tb escutei  coisas boas...Coisas que precisava escutar...Difícil é saber em qual delas acreditar já que ambas existiram tão fora de contexto...

Mas fomos para nossa viagem e foi muito bom, muito gostoso  mesmo...
Sol, verde, pássaros...Galos e patos ameaçadores...rs

Sono, muito sono...
Podia ter durado mais, mas ficou nítido como precisamos de mais e mais dias assim...Ficou claro como mesmo dois dias são capazes de mudar toda a dinâmica de um relacionamento.

Mesmo com aquela troca de ofensas um dia antes...
Foi bom...

Tá difícil, muito difícil  acreditar num final feliz...
Mas dias assim me mostram o quanto gosto desta moça!

Beijos, amor...
Amo vc

Como não posso colocar fotos nossas (até procurei umas meio difíceis de identificação, mas não encontrei), aí vão algumas interessantes (para mim, no caso)...

(depois posto, esqueci o cabo da câmera... ¬¬)





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cento e sessenta e oito

Estou (estamos) indo viajar...
Tipo hje, dentro de umas duas hras.
Olha, eu não gosto de colocar todas as expectativas em uma ficha só, e não é o que estou fazendo...
Mas acho que não é pedir muito voltar PELO MENOS um tico melhor do que estou indo...
Pq está difícil para CARALEO.
Nada de grave não ...
(Ou é...Não sei, tenho a sensação de que simplesmente me acostumei a isto tudo e tô meio que anestesiada...)
Mas preciso de ALGUM estímulo...
É diferente, acho que nunca estive assim...

É só que está TUDO no automático.
Qdo acordo e qdo vou dormir a vontade é tipo "Ah...quero morrer"...Daí o resto dia é robótico...

E desde que chego aqui é uma contagem regressiva para sair e começar tudo outra vez...
Ou seja...Para nada.

Tem algo muito estranho em mim, algo que se apagou, tipo o botão de "desisto" acionado.
Tipo um "Tanto faz" bem gigante plantado no topo da minha cabeça.

Achei que fosse conseguir limpar esta bosta todo, mas olha...
Difícil...
Parece q se tento agradar,não significa nada.
Se me magoo (ou se calo a boca para não causar) estou esquisita.
Se não respondo às provocações, não é pq aprendi a ser diferente, é pq estou "ainda mais esquisita"...Assim,quase suspeita...(O que não é dito, mas é óbvio)

Quer dizer...

Aperto o desisto ou sento e choro?
Chorar já cansou, apertei o desisto e tô aí...

Dizem que qto mais se abaixa mais se mostra a bunda...
Acredito fielmente...
Qto mais tento agradar mais e mais recebo egoísmo.
Uns egoísmos de tirar o folêgo.

Dia desses...Ontem...Ouvi algo próximo de eu  estar "provando do próprio veneno"...
O que é no mínimo burro...
Pq ela pode até ser como eu, pode até ser egoísta, orgulhosa, pode até me trair...

Mas cavará a infelicidade dela junto com a minha.

Triste isso tudo.
Ando muito triste.
Muito longe de mim...
Dela então nem se fala...Nem reconheço mais.

Mas olha, aprendi a meio que me afastar disso tudo, meio que chorar menos lágrimas e poupar o rímel...
Pq não adianta.
Não adianta chorar, discutir, tentar explicar...
Cansei de uma vida toda tentando provar meus argumentos...

Agora chega.
Vou ficar lá um bom tempo ainda, e dar minha cara a tapa...
Na esperança que entre ter razão (que de fato ela tem) e ficar comigo, ela escolha a segunda...
Eu  escolhi a segunda, mas custou muito tempo, muita dor.

Como disse...
Estarei lá, mas difícil ser a mesma...
Assim como é difícil para ela.

Sei que a burrada foi das gdes, e não estou com pressa...
Só que estes últimos tempos estão BEM MAIS difíceis que os primeiros, daí é complicado de entender, né?


Mas voltando ao primeiro paragrafo (que para variar era o único que deveria ter postado, especialmente pq JUREEEEEEEI que não ia escrever sobre isso) ...Só queria nesse fim de semana paz...Paz e sol nesta ordem...

Até a volta
Beijinhos





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cento e sessenta e sete

"Não se preocupe, não tenha pressa. O que é seu, encontrará um caminho para chegar até você. Deus não demora, ele capricha!"

 Caio Fernando Abreu

Ps:Caio, seu lindo, sempre falando exatamente o que é necessário.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cento e sessenta e seis

Ai, vou dar uma forçada para escrever, pq estou chateada com uns troços aí, bem cansada de ficar sem dormir...Então já viu, né?
As coisas mais simples ficam meio dificultosas, sabe como é.

Mas é seguir com a vida e ver onde o barco dá.
Cansadinha...

Mas em paralelo...Pensando coisas interessantes.
(Meio que continuando o post anterior)

Foi meio que uma inspiração (ou piração ) e meio que um exercício, um esforço de achar um sentido nisso tudo...
Fiquei pensando em coisas que eu gostaria de fazer, de um modo amplo e genérico.

Vieram coisas como:
*Aprender a mergulhar
*Aprender idiomas fluentemente (Espanhol, Francês e Italiano, não necessariamente nesta ordem)
*Escrever um livro
*Plantar coisas
*Ter um ano sem comprar roupas (Tá certo que parece que virou uma certa modinhas...Mas para mim teria um significado importante)

Enfins, coisas nesse naipe.

Daí tem uma outra coisa que veio no meio dos itens dessa lista...
Fotografia...
Rá!!! 

Sim...

Aí você vai me perguntar...Você é uma fotógrafa nata, saí por aí vendo "beleza no cinza" (no caso São Paulo), com a máquina em punho e tal?
Não...
Não tiro nem metade das fotos que gostaria de tirar.
Mas ...
Tenho muita vontade de tirá-las e vejo fotografias em vários momentos, se isso conta.

(Momento sou "idiota e não reparei nisso")

Daí para pensar que podia me tornar uma fotógrafa foi um passo, pois isso tem sido um pensamento constante... QUE PORRA QUE EU  SEI FAZER AFINAL?

E o que me anima mais, é que essa idéia é a única em um bom tempo que permaneceu em minha cabeça...

Gosto de outras coisas?Sim

Mas a ponto de trabalhar com elas?
Não, acho que não...

Tipo...Vamos exemplificar...
Gosto de Pizza?
Gosto...Mas não gostaria de comer só isso o resto dos meus dias...

Daí chegou esta idéia é tem permanecido por aqui.

E é engraçado como as coisas foram (MEIO QUE ) se encaixando...


Quem sabe? ;)

Um colega que vai fazer o curso...

Um blog de uma mãe que contratou uma fotógrafa SUPER legal para cobrir a festa do seu baby...

Outra que está fazendo mês a mês fotos com sua filha, até que ela faça um ano...

Uma página no face de uma fotógrafa de animais...
Isso tudo caindo assim, de graça na minha mão.

Estou só observando a coisa e vendo onde dará, enquanto procuro informações...

E adorando!

sábado, 15 de outubro de 2011

Cento e sessenta e cinco

""Quando ela dança todo mundo se agita
E o povo grita o seu nome sem parar

É a cigana Sandra Rosa Madalena
É a mulher com quem eu vivo a sonhar

Quero vê-la sorrir
Quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar""


Sandra Rosa Madalena
Magal,Sidney

Agora diz para mim se não parece q ele tá dançando?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cento e sessenta e quatro

 "As coisas que você gosta, são o que compõe você."


Até aí tudo bem...Concordo em gênero, número e grau...Mas de que eu gosto afinal nesta vida?
Pois é...Meio crise de identidade, crise dos 30, crise da meia idade...O nome pouco importa.

Fato é que se minha vida está uma derrota bem parada, bem sem perspectiva...Não é pq não estou lutando ...Ou não apenas por isso.
Tá faltando qquer coisa em mim...
É pq não sei pelo que eu deveria lutar.

Que não fossem sonhos...Que fossem apenas desejos bem profundos, ou nem tanto...
Mas tirando algumas coisas bem superficiais, eu não sei o que quero da vida.
E isso altera tuuuuuudo ao meu redor.


Estive REALMENTE me dedicando a reunir algumas coisas que eu goste e tal...
O início desse raciocínio (e sei lá de onde veio isso) foi mais ou menos esse:

"E se eu recebesse o diagnóstico de um câncer?Algo que com ou sem chances de cura, fosse mudar a trajetória da minha vida?"

Qualquer pessoa que recebe um diagnóstico assim pensa, óbvio, em morte.
Apesar de todo o avanço tecnológico e tals...É nisso que as pessoas pensam...Eu pensaria.
Não que necessariamente todo mundo se entregue, mas é inevitável pensar no famoso "e se".
E se realmente restarem poucos dias para mim?
Assim, de repente...

De que eu me arrependeria?Quais as lembranças boas? E as ruins? O que eu gostaria de ter feito?O QUE EU AINDA GOSTARIA DE FAZER?

Essa é a essência deste post...

.
.
.

O que eu ainda gostaria de fazer?



(continua depois)



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cento e sessenta e três

 Eu fui lá na homenagem ao casal espancado...
Foi sábado passado, e foi bem bonito.
Achei muito importante eu ter ido.
Senti que estava realmente fazendo algo, ainda que ínfimo, para mudar isto que é tão abominável na sociedade escrota em que vivemos.
Podia ter ido muiiiiiiiiito mais gente, na verdade.
Devia ter umas 150 pessoas, mais ou menos.
A história das velas foi bem simbólica, fora que chamava a atenção, era belo.
Elas representavam nosso luto, pelo o que aconteceu, pelos mortos todos os dias por aí...
E representava também nossa vigília...
 Significava que não vamos ficar calados, que estamos dispostos a gritar se for necessário.
Foi legal.
Teve discurso, teve imprensa, e até tiram uma foto das nossas velas...Na verdade acho que aparecia nosso rosto tb, mas dia seguinte procurei em tudo quanto foi site e não tinha necas...:/
Não sei se vocês reparam, mas as manchetes sobre essa homenagem/protesto não teve grande destaque na mídia.
Acho bem imbecil, pq se outro gay tivesse sido espancado, ou se a gente tivesse lá mostrando as peitholas, daí eles teriam interrompido até a programação da globo para mostrar...
 Por outro lado, teve uma notinha no Fantástico (Show Da Vida)
Mas não, não mostramos as peitholas...
Para felicidade da nação fiquei foi de blusa mesmo.
Pena que, já meio que no fim da festa,certos indivíduos resolveram avacalhar...
Estavam os dois sentados próximos deste poste aí de cima...
E começaram a gritar sobre o direito de poder fazer o que bem entendessem com seus orifícios anais, sem que ninguém enchesse o saco...
Ou que DAR usar o  orifício anal é ótimo, mas tem que saber METER fazer direitinho...
Ai gente...Oi...
Pq tem que ter sempre um idiota para foder com tudo?
Todo mundo fez carão...
Pior que foram mega fotografados.
Sorte que a fotografia não foi com legenda.
Esta foi a hora em que decidi ir embora para casa.
Lamentável.
Pq isso é que avacalha a coisa toda.
Um menino da Usp, que tinha sido agredido também ali perto, fez um discurso  super legal...E depois isso...
Mas enfim...Nos reunimos, demos nosso recado, e foi bom...
Ás vezes parece que só tem eu de gay no universo...
Rs
Mas não procede.
Queria viver mais no meio...
Ter amigas lés...
Mas depois do que houve, claro que isso já era.
E entendo, concordo, até.
Lá, assistindo a coisa toda...Fiquei chateada por estar semi no armário...
Talvez seja até pior que estar dentro...
Eu lá, super fodida pq espancam gays, e o dia seguinte venho para esse meu trabalhinho escroto, onde ouço o tempo todo coisas nojentas sobre gays e lésbicas...
Ou seja...Coisas nojentas sobre MIM.
:/
Mas aqui não é lugar para se revelar, definitivamente...
Mas é foda.
Viver assim, na mentira, se referindo a Vanessa como "marido"...
:(

Bom, é isso...
Fomos lá...Andamos na linha amarela do metrô, que é chic, tem esteira e o trem além de não ter operador (vulgo maquinista), é contínuo, e não dividido em vagões.....
MUIIIITO louco sentar no último banco e ficar vendo o corpo do trem fazer as curvas e voltar.
É tão grande que você não vê o fim do trem.E dá para ir na janelinha no começo do baguio para ver chegar a estação... :)
E sou tão caipira que quis tirar foto...
Quis mesmo.
Nem ligo.

Besitos

sábado, 8 de outubro de 2011

Cento e sessenta e dois

Gente...
Não tenho lá muitos leitores, mas sei que tem gente que lê sempre e que tem gente que lê na moita, e tb que tem gente que pode passar aqui perdida...
(Provavelmente procurando Tatuagens com gato, pq olha...O post para fazer sucesso...Cada dia são uns 15 atrás destas figuras que postei há váááários meses... ¬¬)
Então eu vou divulgar, pq é importante...

Lembram daquele casal que (acho que tem uma semana) foi espancado ali nos Jardins?
Pois é...
NOVAMENTE.
Aquela região para mim sempre foi vista como um lugar legal, multicultural e racial, onde qquer um podia ser o que/quem quisesse.
Tem gay, tem boliviano tocando flauta, tem gente imitando Michael Jackson, tem feirinha de antiguidades e de bugigangas,tem os maconheiros debaixo do vão do Masp, os mendigos debaixo do vão do Masp e os casais debaixo do vão do Masp (né, Mô?), os skatistas (ódeo) que qse atropelam a gente (adrenalina) e os caras da Pea exibindo vídeos sobre abate de bois...
Não que eu seja a favor de tudo o que acontece lá, mas gostava da sensação de estar num lugar que aceitava todos...
Mas aquela região, especialmente a Avenida Paulista, não é mais o lugar que era para mim.
Antes era um dos poucos lugares em que me sentia tranquila para pegar a mão da minha mulher e andar...
Nem tô pedindo para fazer METADE do que muito casal ht faz por aí.
Apenas mão na mão, o direito de estar com ela sem MEDO DE SER ESPANCADA.

Não tenho LIBERDADE.
Simplesmente pq um bando de ogros acha que pode fazer valer a sua verdade acima de qquer coisa...
Muita prepotência.
Mas é um fato.
Eles não podem sossegar a porra da bunda deles em casa e aceitar que outras verdades convivem paralelamente com a verdade deles...Pensar merda (infelizmente) ainda não é crime, mas fazer é...
Então, se pensam, se tem uma mente tão pequena...
Que pelo menos se aquietem em casa, que pelo menos temam a lei.

Mas como temer a lei?Pq temer a lei?
Os ogros foram depor, inverteram a história toda,e culparam AS VÍTIMAS...
Não sei se alguém acreditou,a verdade é que ninguém está nem aí...Se pudessem provável que fariam o mesmo...Ou não, não sei, não vou aqui generalizar.
Mas fato é que eles esperarão pelo julgamento em LIBERDADE.

...
Irônico, não?
Provável que a gente tenha que se trancar em casa, para dar liberdade ao bandido...
Nós com medo de morrer (lés, gays e bis) e todos com medo de assaltos, sequestros...

Irônico eles ficarem em liberdade enquanto não tenho a liberdade de pegar a mão da MULHER QUE AMO e andar por aí tranquila.
Ainda que não seja um crime, não posso...
Mas os bandidos podem...Podem fazer o que desejarem, aparentemente...
Saíram da delegacia com a cabeça erguida, como quem não deve a ninguém.

Se isso acontece ali, num bairro bom, com a maior aglomeração gay de São Paulo (quiçá do Brasil)...Que dirá em outros lugares mais afastados ?
Sem a mídia para ficar em cima?
Que medo um próximo homofóbico vai ter de fazer algo igual (ou pior) se nada dá em nada neste país???

Como disse o rapaz agredido...Hje eles ficaram machucados, amanhã alguém morre...E aí?
Vamos esperar bater na nossa porta para se revoltar?
Ou vamos ficar em casa fazendo o "revolucionário de sofá", como disse um amigo meu, não se razão?

Eles deram "sorte" e o próximo?
Pode ser um casal gay, pode ser um pai com um filho que abraçados foram confundidos com um casal  (oi) e covardemente agredidos (arrancaram a orelha do pai).
Pode ser vc com sua amiga dando um abraço.
O problema portanto, é de TODOS.
Pode ser um filho seu amanhã...Hoje vc nem liga,ou até apoia (e vc apóia, favor sumir daqui), mas o mundo rodaaaaaaaaaa.

Pode não dar em nada, pode ser significativo...
Mas a gente tem que parar de se esconder e SE MOSTRAR...E não só fazer festa na parada gay (que by the way anda bem perigosa, pelo que ouço).
Se a gte não se unir, quem vai ajudar?
Se a própria classe (rs) não está nessa junta, quem estará por nós?
(Classe inclui simpatizantes)

Temos que parar de pensar que "Ufa, não foi comigo"...
Eu vivo passando por  lá...Quem garante que não seremos nós amanhã?

O que não me sai da cabeça é um dos caras que apanhou ter dito que quando viu o namorado ali no chão, desmaiado e sangrando na cabeça, pensou que o mesmo estava morto, e ficou gritando "Minha família, ele é minha família, perdi minha família"...

Tem noção do desespero?
Imediatamente me coloquei no lugar deles e foi de arrepiar...

Bom...
Tudo isso foi para mostrar este link:::::
HOMENAGEM

Vai ter uma homenagem Hje, sábado, 08 de outubro, na esquina onde tudo aconteceu( na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra)...

Coisa linda...Silêncio, velas...Pedem para as pessoas levarem velas e ficarem meia hora lá, ao menos...
Um amigo do casal criou a página "Todos gays no Facebook"...E disse (sobre a homenagem):

“Sábado que vem à noite, a partir das 23h30, na mesma hora, na mesma esquina, com uma vela. Sem bagunça, sem loucura, sem fervo. Ficar meia hora e ir embora. As pessoas têm que saber que a gente não acha isso normal (...) Apenas um ato de silêncio”, diz o texto da página do evento no Facebook."

Pronto...
É isso.
Simples e bonito.
Eu e esposa (rs) iremos.
E olha que amanhã acordo ás 7 para trabalhar...
Sendo assim é desaforo se ninguém for...

Vamos?



domingo, 2 de outubro de 2011

Cento e sessenta e um

Vou falar até baixinho...
Melhor semana minha e da Van ever...
Sem precedentes...
rs
Deus mantenha...
(mas depende da gte tb)
Amém.

Mei que sem saquinho para postar.
Breve retorno.
Deixa o caboclo escritor aparecer...




MOÇA...Te amo mais que tudo e mais que nunca!!!!!!!!!!!!!